"Foi uma grande honra e um grande prazer,
poder entrevistar essa horda!
Espero que gostem !
poder entrevistar essa horda!
Espero que gostem !
Lady Naemah"
1. Lady Naemah. Tive a oportunidade de
conversar um pouco com Alysson Drakkar, mentor e fundador da Horda Luxúria de
Lillith, e conhecer um pouco mais do lado conceitual da horda e das atividades
atuais. Salve Drakkar, conte-nos como começou este sombrio trabalho e o que
leva a tais inspirações?
Drakkar -
Saudações Infernais Lady Naemah. Grato pelo apoio a obscura Horda Luxúria de
Lillith. A banda surgiu em 1998 por iniciativa de Alysson Drakkar de Goiânia-GO
para desenvolver um trabalho musical inspirado nas influências das hordas de
Black Metal dos anos 1980/90 e que possui características próprias, e que pudéssemos
falar de nossas experiências, nosso contato com as tecnologias e com a
natureza, os laços humanos, os afetos construídos e destruídos, a nostalgia e
os pesadelos, a dor e a perda, o lado negro da mente humana. Enfim, questões
relacionadas ao Black Metal filosófico.
2. Lady Naemah. Sabemos que a Luxúria de
Lillith teve algumas formações diferentes em seu line up, e somente você se mantêm no trabalho da horda, ou mais
alguém contribui com as inúmeras atividades?
Drakkar –
Sim, a Luxúria de Lillith teve até agora, cinco gerações em seu line up, e durante estes 16 anos, houve
um grandioso contato com músicos e produtores de estúdio. Mas, para assumir os
trabalhos de composição, boa parte das criações, são feitas por mim. No que se
refere a banda ao vivo, contamos com Larakna na guitarra/vocal, e Arkana no
baixo/vocal. Já em relação aos cronogramas diários, postagens, merchandises,
agendas de shows e produções em geral, Arkana atualmente, vem me ajudado muito,
ponto positivo para horda que necessita de uma responsabilidade ainda maior com
seus adeptos e fãs.
3. Realmente é uma árdua
batalha, o que foi mais difícil até agora?
Drakkar – Sinceramente, em todos os
sentidos encontramos inúmeras barreiras, desde a produção de materiais até as
apresentações da horda. É claro, que as dificuldades fazem parte deste
contexto, mas nada é impossível de se pensar. Portanto, entre os projetos
dentro de um grande projeto, condizem em trazer resultados as vezes
satisfatórios ou não. Aprendemos com os erros, e buscamos fazer uma música
Black Metal, cada vez mais obscura, um sentimento negro e envolvente.
4. E nos shows, como é tocar bateria e vocal com duas obscuras vampiras
nas cordas?
Drakkar – Risos! Sim, para Drakkar
uma honra, considero-me privilegiado pela competência e dedicação delas. Elas
arrebentam e colocam ‘alguns deles’ no chinelo é foda... rsss Estamos em
constantes ensaios e buscando a sincronia do Black Metal de Luxúria de Lillith,
captando alguns ensaios ao vivo também. O power trio é demoníaco! Risos!
5. Dentre os hinos infernais de Luxúria de Lillith, qual
profanação vocês gostam mais de tocar?
Drakkar – Geralmente as mais
clássicas, mas percebo que as mais extremas sejam mais confiantes para executar
ao vivo. Templo de Satã, A Testemunha do Mal, Desejos Infames, A Volúpia
Infernal, Nasciturus, Caos e Destruição e mais algumas outras, que marcaram-se
como prediletas em um live in hell. Risos!
6. Após o álbum oficial “Mundo de Cadáveres” de 2014, você
desenvolveu mais alguma nova composição musical? Houve mudanças no estilo da
música ou das letras?
Drakkar – Sim claro. ‘Mundo de
Cadáveres’ se tornou um pesadelo pra mim. Não estava gostando de nada neste
disco, sinceramente quase desisti dele. Músicas que me deixavam muito triste
mesmo, de verdade. Risos! O processo de gravação não me agradou, guitarras
estranhas, letras que investiguei sobre as causas do fim, o caos e o extermínio
do ser humano. Um disco muito negativo, um holocausto, uma tragédia sem fim.
Risos! E as experiências que vivi durante sua construção, desde a captação, me
frustraram realmente. O contato com pessoas influencia diretamente no desejo e
na construção do trabalho. Parece-me, que falar da realidade crua e nua, desencanta.
Retira da essência Black Metal, sua poética artística, para um mundo vazio e
caótico, e por saber que isto vai acontecer na vida real, percebi que já era
hora de começar a gravar algo novo e diferente daquilo, realmente voltado ao
Black Metal de Luxúria de Lillith. Durante uma visita em São Paulo, tive a
oportunidade de registrar seis novas músicas que resgatam a sinfonia das
trevas, em um culto negro de prazeres e profanações. As músicas remetem nossas
influências e tive a oportunidade de gravar boa parte dos instrumentos sozinho.
7. O que você acha do preconceito vivido no underground e como a cena Black Metal é vivida nos estados
brasileiros?
Drakkar – Hoje a cena Black Metal brasileira, possui diversas
vertentes e bem distintas, os estados brasileiros estão bem representados, por
hordas e festivais matadores, incrivelmente cresceu, e o público cada vez mais
infernal. Para sobreviver só depende da ação brutal das pessoas para que essa
chama não se apague. Quanto ao preconceito, é complicado pensar que não exista
uma boa parcela da sociedade que nos recrimine. Houve um tempo de pensar que
éramos vândalos e marginais, ou por atitudes extremas que vivíamos. Foram
muitos anos de culto ao cemitério, encontros com zineiros e hordas nas
madrugadas frias e muitos “gorós’, com nossos tocas fitas e K7s, rolando o
melhor deste sombrio segmento musical. Temos um princípio forte, e a sociedade
claramente não acordará com nossa ética e postura social, eles não querem
admitir nossa existência e alimentam uma falsa democracia.
8. No mais é isso Drakkar, obrigada por deixar suas palavras no
blog Lady Naemah, estamos ai acompanhando o trabalho de Luxúria de Lillith.
Hail Satan!
Drakkar – Salve Naemah, fico grato
pela força e apoio a horda, e por estar aqui conosco, apreciando as músicas da
noite, levantando a bandeira negra do Black Metal sempre, desejo-te todas as
conquistas e realizações em sua jornada!!! Um grande abraço!!! Hail!!!
www.luxuriadelillith.com /
facebook/luxuriadelillith











